A BMW renovou o Série 5. Além de mexidas na estética, o modelo adopta mais motores com tecnologia mild hybrid a 48V e híbrida plug-in, sendo esta última mais interessante para o consumo e emissões.

 

Para fazer frente a uma concorrência crescente e bem equipada, a BMW decidiu ter chegado o momento para refrescar a imagem do actual Série 5, que lançou no mercado no início de 2017. As alterações estéticas, que tornam o modelo mais atraente, mais não fazem do que chamar a atenção para as novidades que existem no seu interior, tanto no habitáculo como no compartimento do motor.

 A diferença mais marcante introduzida pelo facelift acontece ao nível da grelha e dos faróis, maior a primeira, mais esguios e com nova assinatura luminosa os segundos, com os farolins traseiros a exibirem LED que lhe conferem uma forma em L. As versões M-Sport continuam presentes, com a sua conotação estética mais desportiva.

Lá dentro, o Série 5 passa a disponibilizar as soluções mais recentes da marca no que respeita aos sistemas multimédia, o iDrive 7, e de ajudas à condução. Finalmente o Apple CarPlay e o Android Auto passam a estar disponíveis, sem necessidade de serem encomendados e sem custos, juntamente com melhoria dos gráficos e do tempo de resposta.

No que respeita à carteira do condutor e ao ambiente, as novidades mais interessantes do Série 5 têm a ver com a mecânica. Os motores turbodiesel vão continuar a estar presentes e tanto na versão berlina como carrinha (Touring), do 520d (4 cilindros e 190 cv) ao 540d (6 cilindros e 340 cv), passando pelo 530d (6 cilindros e 286 cv), todos eles sem novidades.

São os motores a gasolina que os que beneficiam mais, ainda que a versão desportiva se mantenha inalterada, mais especificamente o M550i xDrive, com o V8 4.4 de 530 cv. Também as versões mais acessíveis continuam a estar disponíveis sem electrificação, para os países onde os custos são determinantes, abrangendo as versões 520i (4 cilindros e 184 cv), o 530i (com o mesmo motor mas com 252 cv) e o 540i (6 cilindros e 333 cv).

Contudo, dependendo de cada mercado, no renovado Série 5 todos os motores a gasolina, com quatro ou seis cilindros, podem usufruir de um sistema de 48V que recorre a um motor único de 11 cv, para substituir o motor de arranque e o alternador, ajudando o motor a gasolina quando ele necessita de mais potência, ou seja, no arranque ou nas acelerações. O ganho pode não ser grande, devendo rondar 0,5 l/100 km.

Mais importante será o reforço dos híbridos plug-in (PHEV), que passam a ser cinco , alargados também às carrinhas. Lamentavelmente sem incremento de autonomia em modo eléctrico, o 530e continua a usufruir de um motor eléctrico com 109 cv, para reforçar os 184 cv do motor a gasolina, o que eleva o total para 292 cv, com a autonomia em modo eléctrico a oscilar entre 62 e 67 km. A versão 545e xDrive conta com o mesmo motor eléctrico e bateria, o que atira a potência total para 394 cv, mas a autonomia em modo eléctrico para 54 a 57 km. O renovado Série 5 chegará ao nosso país a partir do final de Julho.

 

 

Fonte: Observador