Após várias fugas, eis que finalmente é a BMW a levantar o véu sobre a actualização a meio do ciclo de vida do seu Série 7. O rival do A8 e do Classe S adopta uma enorme grelha, que dividirá opiniões.

 

Conforme já noticiado aqui pelo Observador, a renovação do Série 7 foi divulgada muito antes do previsto, com sucessivas fugas a anteciparem-se à apresentação oficial da marca. A BMW acaba de pôr um ponto final nisso, revelando as novidades que actualizam a berlina topo de gama bávara.

No exterior, confirma-se aquilo que as fotos anteriormente publicadas deixavam ver: uma enoooooorme grelha frontal. Tão grande como promete ser a discussão em torno desta opção estética, pois se haverá quem aprecie um duplo rim de encher o olho, de dimensões generosas, não faltarão também os que consideram esta grelha excessiva (ocupa uma área 40% superior). Para fazer frente à concorrência, encabeçada pelos compatriotas Audi A8 e Mercedes Classe S, a BMW optou por fazer uma “clara declaração de intenções” com um Série 7 de aparência mais robusta. Só que, no processo, parece que a berlina de luxo herdou a grelha do SUV X7, o que a acaba por penalizar na elegância.

Por fora, as mudanças estendem-se ainda aos grupos ópticos e às entradas de ar, tendo a traseira merecido igualmente uma intervenção. Além do novo layout das luzes, o destaque vai para a faixa luminosa muito fina (6 mm de largura), que passa a unir os farolins.

Por dentro, mantém-se o luxo e a sofisticação a que a BMW habituou os seus clientes, com a renovação a introduzir uma série de novos acabamentos e, assim, a reforçar o grau de personalização do modelo. A tecnologia sai igualmente reforçada, seja por via da actualização do BMW Touch Command, seja pelo sistema de entretenimento ao serviço dos ocupantes dos lugares de trás, que integra dois ecrãs tatéis de alta definição, com a marca a assegurar ainda que o conforto a bordo também foi incrementado, graças a um melhor isolamento acústico.

As novidades estendem-se à secção mecânica. Há blocos a gasolina de seis, oito e 12 cilindros, e três diesel com base no motor de seis cilindros 3,0 litros, a debitar potências entre os 265 cv do 730d xDrive e os 400 cv do 750d xDrive. Pelo meio, encontra-se o 740d xDrive com 320 cv. O gasolina mais pequeno, um 3,0 litros com seis cilindros em linha, surge invariavelmente associado a um motor eléctrico de 113 cv, num conjunto híbrido plug-in com uma potência conjunta de 394 cv, que vem ocupar o lugar deixado pelo 740e iPerformance e pelos seus 326 cv. O motor eléctrico é o mesmo, mas a bateria passa a ter 12 kWh de capacidade, em vez dos anteriores 9,2 kWh. Sob o capot do 750i xDrive encontra-se um novo V8 4,4 litros biturbo, a debitar 530 cv (mais 80 cv), ou seja, a mesma potência do novo 850i. Quanto ao 760i, mantém o V12 mas dota-o com um filtro de partículas, perdendo 15 cv (agora 585 cv).

 

Fonte: Observador