A Mini, do Grupo BMW, necessita de um veículo eléctrico como de água para a boca. E será a primeira marca do grupo alemão a oferecer um modelo a bateria da nova geração. A surgir ainda este ano.

 

A Mini, com a sua imagem num misto de rétro e irreverente, é uma das marcas que mais necessita de um veículo eléctrica da nova vaga, capaz de animar os que querem um modelo rápido mas, simultaneamente, um veículo com ar clássico e, ainda assim, moderno. Será sem dúvida esta a razão pela qual a marca britânica do grupo alemão BMW foi escolhida para surgir com o primeiro modelo da nova vaga eléctrico, alimentado por bateria.

O protótipo que lhe serve de base já é conhecido, a versão de três portas do Mini, mas com menos entradas de ar por não necessitar de refrigerar a mecânica, e com um aspecto ligeiramente mais moderno, para se diferenciar dos outros Mini, aqueles com motor a gasolina ou a gasóleo. A marca obviamente esconde o jogo, bem junto ao peito, uma vez que o segredo é a alma do negócio. Mas a realidade é que estamos a meses de ver o primeiro Mini 100% eléctrico, pelo que é tempo de começarem a ser conhecidos alguns dos seus detalhes.

Para começar e como seria de esperar, o Mini eléctrico vai recorrer à tecnologia já existente no grupo, ou seja, os motores do i3, uma vez que a carroçaria em carbono do BMW tem vantagens – como o baixo peso –, mas tem muitas mais limitações (preço e facilidade de industrialização), pelo que é com prazer que a BMW a vai ver pelas costas. Assim teremos o futuro Mini eléctrico com um único motor e colocado à frente, com 184 cv, o mesmo que equipa o BMW i3S. Sabe-se igualmente que a denominação será Mini Cooper S E, de Cooper S “eléctrico”, para o fabricante já ter igualmente admitido que, segundo a norma EPA, o modelo anunciará uma autonomia de 200 milhas, ou seja 320 km, mais do que o BMW i3 com a nova bateria de 42 kWh, que se fica pelas 160 milhas em EPA, isto é, 260 km.

Em WLTP, estes valores serão sempre superiores, mas isto aponta para uma capacidade de acumuladores em redor de 50 kWh, superior pois aos 42 kWh do i3. Sabe-se também que a marca inglesa está a apontar para um preço próximo das 30.000 libras, ou seja, qualquer coisa em torno dos 33.000€, um valor muito competitivo e que certamente vai preocupar alguns dos fabricantes que actualmente mais vendem neste segmento.

 

Fonte: Observador