Prova arranca no domingo e faz a sua estreia na Arábia Saudita

 

A 42.ª edição do Rali Dakar arranca já no domingo em Jeddah, na Arábia Saudita e vai contar com um contingente de 13 portugueses, depois de o navegador Filipe Palmeiro ter sido chamado à última hora.

Palmeiro estava, inicialmente, escalado para acompanhar o piloto chileno Boris Garafulic (Mini), mas a convulsão social que se vive atualmente naquele país da América Latina levou à desistência da participação na prova.

Contudo, nos últimos dias foi chamado pelo lituano Benediktas Vanagas (Toyota), cujo copiloto contraiu um vírus que o impede de estar presente na Arábia Saudita.

Vanagas participa pela oitava vez na prova e em 2019 terminou na 11.ª posição, atrás de Garafulic e Palmeiro.

Com a incorporação surpresa de Paulo Fiúza como navegador do francês Stéphane Peterhansel (Mini), subiu de 12 para 13 o número de portugueses em prova.

Além dos dois navegadores, nos automóveis participa ainda a dupla de Leiria Ricardo e Miguel Porém, aos comandos de um Borgward alemão, fazendo equipa com o espanhol Nani Roma.

“As expectativas para esta edição, a primeira em Auto, já que em 2019 fiz a prova de SSV são terminar, continuar a evoluir enquanto piloto e adquirir o máximo de experiência possível. Ter o Nani Roma como colega de equipa irá ajudar-me nisso e se possível terminar no top10”, sublinhou Ricardo Porém à agência «Lusa».

Nos SSV, Pedro Bianchi Prata navega ao lado do zimbabueano Conrad Rautenbach, enquanto José Martins (DAF) alinha na prova de camiões como assistente rápido da Toyota Gazoo Racing, que faz alinhar o espanhol Fernando Alonso e o qatari Nasser Al-Attyiah, vencedor da prova em 2019.

Já Bruno Sousa foi incorporado na equipa do alemão Mathias Behringer, como mecânico num MAN da South Racing, substituindo Lasse Ruehl, no camião que prestará assistência aos cinco SSV e um carro que a equipa faz alinhar na competição.

As motas congregam metade do contingente português. Além de Paulo Gonçalves e Joaquim Rodrigues Jr. na Hero, Mário Patrão (KTM) e António Maio (Yamaha), que nos últimos 15 anos dominaram o TT nacional, procuram ainda a sua afirmação nesta maratona.

Patrão integra a equipa da KTM com o objetivo de lutar “por um lugar nos 20 primeiros”, depois de ter falhado a prova do ano passado por lesão.

“Estive oito meses arredado das competições para poder recuperar e quando regressei tentei disputar o maior número de corridas possível”, disse o piloto serrano, que em 2016 triunfou na classe maratona e concluiu a prova na 13ª posição.

Já António Maio espera redimir-se dos problemas mecânicos sofridos em 2019 e conseguir terminar “dentro do top-20”.

Nas motas participam ainda o luso-germânico Sebastian Bühler (KTM) e o luso-espanhol Fausto Mota (Husqvarna).

 

Fonte: Auto Portal